restauro - Ruínas Igreja São José da Boa Morte - Cachoeiras de Macacu (RJ)
A arquiteta Jessica Marques atuou no desenvolvimento do projeto de consolidação e proposta de requalificação das Ruínas da Igreja de São José da Boa Morte, em Cachoeiras de Macacu (RJ), edificação tombada pelo INEPAC desde 1989. Sua atuação esteve centrada na preservação da autenticidade material da ruína, na segurança estrutural e na proposição de novos usos compatíveis com o valor histórico do conjunto.
O projeto foi estruturado a partir de uma ampla pesquisa histórica, levantamento arquitetônico detalhado e diagnóstico técnico do estado de conservação. A partir dessas etapas, foram definidas estratégias de intervenção fundamentadas na teoria brandiana, especialmente na compreensão da ruína como testemunho do tempo, mantendo visíveis as marcas das transformações sofridas ao longo dos anos.
Entre as decisões mais relevantes está a diretriz de manter integralmente a construção como encontrada, evitando reconstruções conjecturais. Todas as novas inserções foram concebidas como estruturas autônomas e claramente distinguíveis da preexistência, respeitando o princípio da legibilidade entre antigo e novo.
Destaca-se a proposta de criação de um mirante interno em estrutura metálica autoportante, implantado sem contato com as alvenarias históricas. Sustentado por quatro pilares independentes e acessado por escada própria em aço corten, o elemento recria simbolicamente o antigo coro da capela e oferece ao visitante uma nova experiência espacial da ruína, sem comprometer sua integridade física.
Outra decisão técnica fundamental foi a proteção dos topos das alvenarias, área mais vulnerável à ação das intempéries. A solução proposta consistiu na aplicação de telhas cerâmicas, como remanescentes originais, assentadas sobre base de concreto magro com aditivo hidrorrepelente, garantindo escoamento adequado das águas pluviais e maior durabilidade da estrutura. Nos trechos onde essa solução não foi possível, foi previsto cintamento superior em concreto magro impermeabilizado, assegurando reforço estrutural sem comprometer a respirabilidade das paredes históricas.

restauro - Jockey Club de São Paulo (SP)
Atuação como arquiteta residente e coordenadora de obra, pela Construtora Biapó (2022 - 2023) , na obra de restauro do Jockey Club de São Paulo, localizado na capital paulista. Execução e desenvolvimento de fichas técnicas e pesquisas para acompanhamento de obra enquanto aos processos de restauro. Acompanhamento e desenvolvimento de projetos como arquiteta coordenadora (2023-2025).
O Jockey se mudou para as margens do Rio Pinheiros em 1940, quando foi projetado pelo arquiteto cariosa Elisário Bahiana. Dez anos depois este passou por uma reforma e ampliação com projetos assinados pelo arquiteto francês Henri Sajous. A obra está concentrada na Tribuna dos Sócios e pretende se expandir para todo complexo.

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restauro - Palacete Tira Chapéu (Salvador - BA)
Atuação como arquiteta residente integrante da equipe de restauro e pesquisa, pela Elysium Sociedade Cultural (2021 - 2022) , na obra de restauro da Antiga Associação dos Empregados do Comércio da Bahia, palacete de 1917, localizado em Salvador - Bahia. Execução e desenvolvimento de diversos produtos como mapeamento de danos, fichas técnicas, pesquisas, além de acompanhamento de obra enquanto aos processos de restauro do Palacete, também conhecido como Tira Chapéu, devido ao nome da rua onde fica sua fachada principal. Além destas atividades, ainda atua nas propostas e aprovações juntamente aos orgãos do patrimônio.
A Antiga Associação dos Empregados do Comércio da Bahia, foi projetada edifício pelo arquiteto italiano Rossi Baptista e possui estilo eclético e é um dos marcos do período de modernização que passou a Rua Chile no inicio do século XX.








































































